13.12.06

Vede como cago

na sociedade que me pariu,

e desta vez não foi um rato

dedos acusam apontados

criticam a ingratidão e a indolência

fodam-se os cobardes que ameaçam

calar e reter.


américa, américa!...desculpem:

portuga, portugal! deste-me tudo e agora não tenho nada

70 escudos no bolso e nenhum ideal

onde está o meu terror e a minha opressão?...

nao tive obstáculos, como me exigem acção?

esperem...já agi!

Inconsequentemente peidei-me e não senti


nao escrevo liberdade nos muros, pois

desconheço esse valor, mas eis


O PHALO,se me for irei como me vim

eu falo, eu sou assim


não me chamem geração rasca

sou da geração “vai-te foder”

admito que foi rápido,

mas com tão pouco que fazer

como esperam que pense antes de escrever?

Mais imbecil que eu é

aquele que quer que envelhaça 10 anos por um curso

empalado por noites que nao durmo


preciso de cultura não de livros

mais do que me pisem,

preciso do que piso


não vai parar a minha pena,

ri-te camões do último poeta

será que quem muito diz e pouco escreve

é aquele que agora mais serve


preciso de cultura não de livros

pois o verbo já é passado

quero chão que ninguém tenha pisado

tanto que será assim menor hipótese

de alguém lá ter cagado


como invejo fausto e o seu conhecimento rejeitado

leva-me mefisto, é hoje que vou foder a helena de tróia

e escrever o meu nome na História



antónio, um herói por conta própria do ano 1900

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