Vede como cago
na sociedade que me pariu,
e desta vez não foi um rato
dedos acusam apontados
criticam a ingratidão e a indolência
fodam-se os cobardes que ameaçam
calar e reter.
américa, américa!...desculpem:
portuga, portugal! deste-me tudo e agora não tenho nada
70 escudos no bolso e nenhum ideal
onde está o meu terror e a minha opressão?...
nao tive obstáculos, como me exigem acção?
esperem...já agi!
Inconsequentemente peidei-me e não senti
nao escrevo liberdade nos muros, pois
desconheço esse valor, mas eis
O PHALO,se me for irei como me vim
eu falo, eu sou assim
não me chamem geração rasca
sou da geração “vai-te foder”
admito que foi rápido,
mas com tão pouco que fazer
como esperam que pense antes de escrever?
Mais imbecil que eu é
aquele que quer que envelhaça 10 anos por um curso
empalado por noites que nao durmo
preciso de cultura não de livros
mais do que me pisem,
preciso do que piso
não vai parar a minha pena,
ri-te camões do último poeta
será que quem muito diz e pouco escreve
é aquele que agora mais serve
preciso de cultura não de livros
pois o verbo já é passado
quero chão que ninguém tenha pisado
tanto que será assim menor hipótese
de alguém lá ter cagado
como invejo fausto e o seu conhecimento rejeitado
leva-me mefisto, é hoje que vou foder a helena de tróia
e escrever o meu nome na História
antónio, um herói por conta própria do ano 1900
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