se...
e em aproximações imperturbáveis
descobrimos o sentido de ermamento
da ordem social oposta à sociedade
ruína e assolação de centros povoados
o nímio contra o mínimo...
Eu, tu e um beijo
Álvaro Silva
publicado por Rilho às 16:24 0 comentários
publicado por Rilho às 14:07 0 comentários
em vez de quando terei de vez em sempre medo de ti enquanto
publicado por Rilho às 15:47 0 comentários
No tempo da pornografia, exponho-me presente ao que me aparece à frente,
e logo me chamam puta.Ao contrario de muitos, vendo o que é meu.
Profundo e fecundo,
reconheço o amor que podia mudar o mundo,
mas a minha opiniao nao conta,
chamam-me puta.
E por isso nao sei o que digo.
Conheço-os melhor que eles a si proprios,
assim sabendo, vendo caro o que tenho gratis.
pinto a mancha a giz
Disfarço inconsciencia de inocencia,
convenço-os do meu direito de ser assim,
de os ofender,
sem me culparem de falta de prazer.
Coitad@ nao sabe o que faz, mas vai-se safando,
sozinho ou em bando, mostra o coração de relance
ao Manel e ao Fernando.
Se calhar ja consigo aguentar com todo o peso do mundo
não nas costas, mas nas ancas
sou livre de foder com todos
e a minha foto nao aparece nas bancas.
A vida vivida com medo,
é uma vida meia vivida.
Como se a vida fosse assim tao importante para estar a falar dela e pior ainda falar da minha.
Como se a as vidas que se misturam com a minha fossem possiveis de eliminar da espinha.
Ja nao sou eu nem somos nós.
A Historia é uma insignificancia, individual e efemera arrogancia.
Aos quantos que, aqui mesmo, já antes de mim foram esquecidos.que sorte igual me espera?!
Estou quase a morrer, entao devo aproveitar, este estado de passagem sublime que se chama persistir.
Mudar algo, com a minha presença na esquina ou à porta da pensao.
Na lapela do casaco o meu broche é um coraçao.
E quando morrer? a partir desse dia vou deixar de sentir seja o que for:
dor, prazer, fome, sono, cansaço, confiança, insegurança, ansiedade, felicidade,
que tristeza, vou deixar de sentir
nem triste vou poder ser.
A pressao de viver, aproxima o morrer.
O mundo começou sem homens e acabará sem eles,
e de repente, o mundo muda
publicado por Rilho às 09:30 0 comentários
Labels: antonio
Acreditava que tinha mudado,que me havia revisto e aumentado.
Mais uma operação, aparentemente tenho o joelho de lado.
Caminho manco, enquanto aprendo a pensar certo o que digo errado.
Problemas de comunicação na própria língua causa-nos alguma indignação,
mas por estar calado volto a ser culpado,
parece,
que afinal estava rotulado no meu preço
falador e bem educado.
Já chorar, faço-o desde o berço.mas quem me quer por chorar, há-de rir...
pois não é de ferida nem de dor,
o sorriso errado que viram no mostrador,
de mais um relógio igual aos primos encostados na montra.
Cujo tempo era óbvio,
mas essa afronta já a ontem remonta,
em que do amor vinha o ódio,
roubado se um tarifário que permite a um qualquer usurário
especular o meu comunicado:
ATENÇAO, ATENÇAO, aviso à população, não ofender nem perguntar o que se está a perder,
a atitude a tomar é calmamente ficar a olhar para o ar.
A eloquência da presidência, mandatava mas já pouco viva...
moribunda, depois fingia, afinal, é contigo que queria ficar
Acreditava que tinha mudado, talvez nunca o tenha feito,
vou eliminando o preconceito
é capaz de ter chegado a hora de ser honesto
insegurança e confiança não pesam na sua balança,
será realmente cega e surda?
A justiça, aqui não o é com certeza, mais uma vez não me vou conter,
vou exigir a factura de tal contabilidade, perder o livro,
saltar um numero de serie a sério.
“ mantem sempre as tuas ideias, é sempre o melhor que cada um tem”
se certas ou não, melhoram sempre a situação
explica-me qual a melhor profissão, que a de bem servir o patrão?!
Catering da emoção. Como abusar à refeição?
Tentei sempre, mas terei me esforçado.
A preguiça sempre foi o meu machado.
Burrice ou velhice, já me foi atestada
um convite para jantar, com um menu completo falhado.
A sopa já tem uma mosca, como eu então todo o tacho,
tem calma que eu prefiro rapar o que está por baixo.
A mosca é só mais um adereço, não altera o paladar mas aumenta o preço.
Cozinha moderna, a que nos dão, não sabe a nada e já não temos direito ao pão.
Que se procura além da verdade?
Justificar a vida por uma saudade, o que foi até pode voltar a ser,
basta mentir e de seguida agradecer.
Obrigado! A mim mesmo por me ter roubado, tanto fado e mar navegado
e o bife ainda vem mal passado.
De sangue todos gostam, no lençol do noivado ou no prato,
é sempre fácil de não lhe perder o rasto.
Ciume cão, loucura vaca, foi a grande e fatal ameaça,
mas havia ainda a febre pássara.
Podia ficar em casa a comer gelatina de sobremesa,
sentado na varanda a olhar para a Lua mesmo quando não estava acesa.
Mas nem assim o meu menu estaria completo,
sopa,bife, gelatina nada estava bom, com franqueza.
O costume ja não vem parar à mesa,
o cozinheiro estava aos beijos com a francesa.
publicado por Rilho às 09:22 0 comentários
Labels: antonio
publicado por Rilho às 15:59 0 comentários
Labels: Constão
hoje acordei, como sempre, com a crescente presença do som da utiloxigenese, mas tive um daqueles sonhos assombrados povoados pelas estorias
que ainda povoam o meu subconsciente desde criança:
vejo a acção a decorrer longe do Polo, não sei precisar bem onde é. lembro-me de um caos vago, à imagem das descrições vagas e dementes dos velhos anciaes.
Diziam que houve tempos em que existiu um excesso de consumo, donde o despropósito produziu o desperdício útil, mas o excesso de nutrientes livres ajudou
à reconquista do território pelos unicelulares que o reordenaram, o ar e a comida escasseou e os humanos foram afastados do que chamavam as zonas mortas,
que na verdade estavam repletas de vida molecular e unicelular que reclamavam o controlo do meio,
pouco mais sei, nunca saí do pólo...mas entre lendas e fracas memorias, a minha imaginação faz-me tentar quebrar o continuo espacial-temporal da novacolapsia.
inconscientemente estranho e questiono a liberdade do encargo de uma cultura ancestral, de um assentamento justificado num confim de tempo virtual.
sei da inutilidade destas duvidas, que apenas me preenchem antes do inicio do período funcional, antes da funcionalidade contagiar,
desta marcha me remeter na jornada colapsi, fruto da vida poliritmica, ordem tao distante dos mitos do caos dos nossos primitivos.
sabemos que não comiam oxido, mas o lento inquinamento provocou uma reprogramação genética in utero,
atingindo o sistema endócrino que alterou todos os outros sistemas.como seriam os seus sistemas reprodutivos e digestivos.
ouve-se ainda o mito sobre alguns sobreviventes que todavia habitam o meio do planeta onde dois polos se anularam em força e a estática impera
em gigantes aglomerados de pequenos resíduos de polímeros artificiais que ali terminam o seu errante percurso nas correntes quentes
ante a estática magnética do nulo polar. alimentam-se desses polímeros assim como uma outra espécie sobrevivente que é capaz de voar mas incapaz de escapar.
bem, pelo ritmo da utiloxigenese, chegou o inicio da jornada. ja pensei nisto o tempo justo. vou abrir os olhos que está na hora.
quando começa assim sinto sempre a benesse de viver sobre um movimento puro.
a distracção funcional que me permito será a essência da liberdade?
poderia, talvez, quando daqui a pouco terminar a minha rotina, sofrer pela escassez de referencias, mas
à leveza que o tempo e o espaço exercem sobre mim nem sequer lhe posso chamar pressão.
a discussão inexistente do sentido da vida guarda-nos ilesos,
é óbvio e único o sentido: é unipolar
publicado por Rilho às 11:32 0 comentários
publicado por Rilho às 04:42 0 comentários
Nós estamos aqui e dizemos que lá fora é que é importante, lá fora dizem que aqui é que é importante, aqui é aqui e aqui é o paraíso.
Franco Sinatras
publicado por Rilho às 01:32 1 comentários
porque tens de beber uma cerveja antes de beber uma cerveja?
Fina
publicado por Rilho às 01:30 0 comentários
publicado por Rilho às 15:53 0 comentários
publicado por Rilho às 15:30 0 comentários
publicado por Rilho às 11:30 0 comentários
publicado por Rilho às 16:53 0 comentários
publicado por Rilho às 01:14 0 comentários
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publicado por Rilho às 01:22 0 comentários
publicado por Rilho às 23:12 0 comentários
publicado por Rilho às 10:53 0 comentários
publicado por Rilho às 19:27 0 comentários