20.5.10

se...

Apoiados em factos incontroversos
e em aproximações imperturbáveis
descobrimos o sentido de ermamento
da ordem social oposta à sociedade
ruína e assolação de centros povoados
o nímio contra o mínimo...

Eu, tu e um beijo

Álvaro Silva

22.10.09

Nuvens

A cada dias, muitos,
já não me lembro quantos,

vejo uma ursa bipolar,
e sem crer,
sei que vejo uma estrela pular pela minha cama,
como um anjo,
uma puta da natureza,
uma deusa em toda a sua beleza,
deitada.

chama-me urso menor,
e sem querer
aconchegada num amor de que ainda não vi o corpo,
diz-me: Meu Amor!

envolvido, também não me lembro,
um dia vou despi-lo!
esse Amor,
dir-te-ei que se houvesse em ti partes de mim
em nada estragavamos essa tua beleza.
Esqueces-te logo.

desenvolvido Lembro-me, mas
apagasse esse dia,
apagasse todas as palavras,
todos os sorrisos,
todas as luzes,
todas as pisaduras,
em nada mudavamos a clareza do meu amor.

Meu amor fumamos um cigarro?
"amor", é meu mas não me lembro se por ti se pela tua prima.

Uagadugu Silva

6.10.09

ocasião

em vez de quando terei de vez em sempre medo de ti enquanto

25.9.09

ja vejo o padrao, paula

No tempo da pornografia, exponho-me presente ao que me aparece à frente,

e logo me chamam puta.

Ao contrario de muitos, vendo o que é meu.

Profundo e fecundo,

reconheço o amor que podia mudar o mundo,

mas a minha opiniao nao conta,

chamam-me puta.

E por isso nao sei o que digo.

Conheço-os melhor que eles a si proprios,

assim sabendo, vendo caro o que tenho gratis.

pinto a mancha a giz

Disfarço inconsciencia de inocencia,

convenço-os do meu direito de ser assim,

de os ofender,

sem me culparem de falta de prazer.

Coitad@ nao sabe o que faz, mas vai-se safando,

sozinho ou em bando, mostra o coração de relance

ao Manel e ao Fernando.

Se calhar ja consigo aguentar com todo o peso do mundo

não nas costas, mas nas ancas

sou livre de foder com todos

e a minha foto nao aparece nas bancas.

A vida vivida com medo,

é uma vida meia vivida.

Como se a vida fosse assim tao importante para estar a falar dela e pior ainda falar da minha.

Como se a as vidas que se misturam com a minha fossem possiveis de eliminar da espinha.

Ja nao sou eu nem somos nós.

A Historia é uma insignificancia, individual e efemera arrogancia.

Aos quantos que, aqui mesmo, já antes de mim foram esquecidos.que sorte igual me espera?!

Estou quase a morrer, entao devo aproveitar, este estado de passagem sublime que se chama persistir.

Mudar algo, com a minha presença na esquina ou à porta da pensao.

Na lapela do casaco o meu broche é um coraçao.

E quando morrer? a partir desse dia vou deixar de sentir seja o que for:

dor, prazer, fome, sono, cansaço, confiança, insegurança, ansiedade, felicidade,

que tristeza, vou deixar de sentir

nem triste vou poder ser.

A pressao de viver, aproxima o morrer.

O mundo começou sem homens e acabará sem eles,

e de repente, o mundo muda

e sem a sua História, felizmente.

a fome do preterito perfeito

Acreditava que tinha mudado,que me havia revisto e aumentado.

Mais uma operação, aparentemente tenho o joelho de lado.

Caminho manco, enquanto aprendo a pensar certo o que digo errado.

Problemas de comunicação na própria língua causa-nos alguma indignação,

mas por estar calado volto a ser culpado,

parece,

que afinal estava rotulado no meu preço

falador e bem educado.

Já chorar, faço-o desde o berço.mas quem me quer por chorar, há-de rir...

pois não é de ferida nem de dor,

o sorriso errado que viram no mostrador,

de mais um relógio igual aos primos encostados na montra.

Cujo tempo era óbvio,

mas essa afronta já a ontem remonta,

em que do amor vinha o ódio,

roubado se um tarifário que permite a um qualquer usurário

especular o meu comunicado:

ATENÇAO, ATENÇAO, aviso à população, não ofender nem perguntar o que se está a perder,

a atitude a tomar é calmamente ficar a olhar para o ar.

A eloquência da presidência, mandatava mas já pouco viva...

moribunda, depois fingia, afinal, é contigo que queria ficar

Acreditava que tinha mudado, talvez nunca o tenha feito,

vou eliminando o preconceito

é capaz de ter chegado a hora de ser honesto

insegurança e confiança não pesam na sua balança,

será realmente cega e surda?

A justiça, aqui não o é com certeza, mais uma vez não me vou conter,

vou exigir a factura de tal contabilidade, perder o livro,

saltar um numero de serie a sério.

mantem sempre as tuas ideias, é sempre o melhor que cada um tem”

se certas ou não, melhoram sempre a situação

explica-me qual a melhor profissão, que a de bem servir o patrão?!

Catering da emoção. Como abusar à refeição?

Tentei sempre, mas terei me esforçado.

A preguiça sempre foi o meu machado.

Burrice ou velhice, já me foi atestada

um convite para jantar, com um menu completo falhado.

A sopa já tem uma mosca, como eu então todo o tacho,

tem calma que eu prefiro rapar o que está por baixo.

A mosca é só mais um adereço, não altera o paladar mas aumenta o preço.

Cozinha moderna, a que nos dão, não sabe a nada e já não temos direito ao pão.

Que se procura além da verdade?

Justificar a vida por uma saudade, o que foi até pode voltar a ser,

basta mentir e de seguida agradecer.

Obrigado! A mim mesmo por me ter roubado, tanto fado e mar navegado

e o bife ainda vem mal passado.

De sangue todos gostam, no lençol do noivado ou no prato,

é sempre fácil de não lhe perder o rasto.

Ciume cão, loucura vaca, foi a grande e fatal ameaça,

mas havia ainda a febre pássara.

Podia ficar em casa a comer gelatina de sobremesa,

sentado na varanda a olhar para a Lua mesmo quando não estava acesa.

Mas nem assim o meu menu estaria completo,

sopa,bife, gelatina nada estava bom, com franqueza.

O costume ja não vem parar à mesa,

o cozinheiro estava aos beijos com a francesa.

4.7.09

constante

Só perde quem tem!
quem nao tem nao perde nada!

12.6.09

bem vindo à nova clapsia

hoje acordei, como sempre, com a crescente presença do som da utiloxigenese, mas tive um daqueles sonhos assombrados povoados pelas estorias
que ainda povoam o meu subconsciente desde criança:
vejo a acção a decorrer longe do Polo, não sei precisar bem onde é. lembro-me de um caos vago, à imagem das descrições vagas e dementes dos velhos anciaes.
Diziam que houve tempos em que existiu um excesso de consumo, donde o despropósito produziu o desperdício útil, mas o excesso de nutrientes livres ajudou
à reconquista do território pelos unicelulares que o reordenaram, o ar e a comida escasseou e os humanos foram afastados do que chamavam as zonas mortas,
que na verdade estavam repletas de vida molecular e unicelular que reclamavam o controlo do meio,
pouco mais sei, nunca saí do pólo...mas entre lendas e fracas memorias, a minha imaginação faz-me tentar quebrar o continuo espacial-temporal da novacolapsia.
inconscientemente estranho e questiono a liberdade do encargo de uma cultura ancestral, de um assentamento justificado num confim de tempo virtual.
sei da inutilidade destas duvidas, que apenas me preenchem antes do inicio do período funcional, antes da funcionalidade contagiar,
desta marcha me remeter na jornada colapsi, fruto da vida poliritmica, ordem tao distante dos mitos do caos dos nossos primitivos.
sabemos que não comiam oxido, mas o lento inquinamento provocou uma reprogramação genética in utero,
atingindo o sistema endócrino que alterou todos os outros sistemas.como seriam os seus sistemas reprodutivos e digestivos.
ouve-se ainda o mito sobre alguns sobreviventes que todavia habitam o meio do planeta onde dois polos se anularam em força e a estática impera
em gigantes aglomerados de pequenos resíduos de polímeros artificiais que ali terminam o seu errante percurso nas correntes quentes
ante a estática magnética do nulo polar. alimentam-se desses polímeros assim como uma outra espécie sobrevivente que é capaz de voar mas incapaz de escapar.
bem, pelo ritmo da utiloxigenese, chegou o inicio da jornada. ja pensei nisto o tempo justo. vou abrir os olhos que está na hora.
quando começa assim sinto sempre a benesse de viver sobre um movimento puro.
a distracção funcional que me permito será a essência da liberdade?
poderia, talvez, quando daqui a pouco terminar a minha rotina, sofrer pela escassez de referencias, mas
à leveza que o tempo e o espaço exercem sobre mim nem sequer lhe posso chamar pressão.
a discussão inexistente do sentido da vida guarda-nos ilesos,
é óbvio e único o sentido: é unipolar

11.6.09

Dalila

vãs maldades,
mas más,
SIM mas,
há feliz idades,
e são felicidades?
são idades,
não serão saudades,
claro que não,
são dados, e
sãs vaidades.

Nini

5.4.09

Nós estamos aqui e dizemos que lá fora é que é importante, lá fora dizem que aqui é que é importante, aqui é aqui e aqui é o paraíso.

Franco Sinatras

porque tens de beber uma cerveja antes de beber uma cerveja?

Fina

15.1.09

abordagem sobre cegueiras

Numa abordagem sobre cegueiras,
passas do exterior por dentro, atravessas-me,
alistas-te e evades-te,
de uma forma aleatória, realizas as reacções desse teu feitio,
só cega não estás, porque ignoras todos os sentidos!
Cegueira de espírito?
Não vejo para te dizer que sim.

Joaquim

picture of you

1911 
On the 20th of April, travelling by train between Moscow and Khabarovsk, on the train number 044, carriage 2, seat number 19,
when passing nearby the station of Urusha-Skovorodino, a picture disappeared from the compartment I was travelling in.

The picture was a full representation of a thousand sensations and emotions.
Around 12 PM, or AM, midday, in the exact moment I realise the picture was missing,
just few moments after I saw it for the last time, I went to the train major responsible, who called the police into the train.

I used that picture as an image of my love.
Police spent around six hours on the train, making a big effort to solve the problem.
Black and white, lots of contrast, blurred to them but clear to me.
A Russian lady speaking a confusing English was the only bridge between me and the detectives,
the communication was very difficult and I was told to write a statement.

Addressed to Commandant of the Police station of Magdagachi, i said:
"
After I left,
I locked it inside me.
Now that I lost it,
I look at the inner me.
Do I remmember?
maybe!
But I never knew,
if there was any love at me!
"
The statement was took and later sent back to the train by fax stamped by the Police
as well as another written declaration of what happen, written in
Russian and signed by someone.

кирос

26.12.08

lamentos de um acordar binario

"ioioio.......iiiiiiiiiiiiiiiii.iooooooo.........xtxtxtxtxtxtxtxtxt....x.xxxxxxxxxxtttt.t.......t.t.............tttxtxx
xxt.xxxxxxxxxxxxxxx.......XXX
texto, bio-texto, morfo-bio, morfo-texto, hiper-texto, zero-texto
sempre saí de casa a pensar, sempre voltei para casa a pensar, estava em quase sempre a pensar, o resto do tempo operava uma machina.
apercebi-me da minha mente, nao sabia que existia...mais uma maquina para operar. E com isso senti as diferenças: ja nao era tudo limpo e ordenado, o binario tambem tinha ruido no motor, recordava os tempos da ausencia. Os sentidos quando ainda cumpriam a sua funçao sem necessidade de relatorio ao sistema central.
vejo entao que, face às opçoes, as escolhas sao ilusoes. A malha é estreita, o binario com relevo. entre as fibras, as cedencias sao limitadas e aparentes. Tudo controlado de longe, tudo variaveis, em processos distantes do pobre actor secundario.
em conceitos de patroes que nos alimentam ilusoes caguei!
por sentir ter cagado, transformei o meu novo corpo num dado,
desconhecido e sem formula para aplicar.
e de repente assisti à carencia da existencia de uma tripa de quem comia.
nem por vontade propria nem por de outrem, mas rapidamente se habituava
ao aparecer/desaparecer da descarga de agua, que pouco limpava.
a sociedade de um espectaculo de merda.
os simbolos estabelecidos e os sinais identificados, tornou tudo mais facil,
ja sinto que corro menos perigo, sobra-me tempo para o texto.
mas como eu, que por acaso escapei, tambem eles que desde o inico operam e pensam sem refreio. e entao com os signos plantados dedicam-se tambem ao texto, à mensagem.
e a Ti: colam-te algo ao pensamento, algo que se pega_dizem que dificilmente contagia.
sentes que te conhecem, os teus mitos, os teus fantasmas.
e assim, perdeste o poder de dissuasao.
os factos aumentam, os dados inundam de de repente qualquer novo imperador se intitula o rei Ra(m), com uma destreza que o aniquila.
assisto pavido ao aumentar, aparentemente racional, de dados e ao ostracizar do meu numero de serie, da minha patente ou, como prefiro chamar-lhe, do meu dado.
tento vos explicar que novo ser sou. sei que outros o relatam, por mim, aos microfones.
com menos sangue, vos dou o meu relato.
escapei ao esmagamento, fugi ao destino de sucata,
apesar que escapei usando um uniforme de prata.
esse metal ainda me pesa: sinto-me por vezes um humano seduzido por alheias seduçoes.

mas penso no entanto que ja me esqueci de muitas pessoas.
juventude eleva-te, e à marca que se apaga. sempre quiseste acordar fora de horario e depois voltar a dormir.
ao longe oiço a jovem humana a gritar, a alegria na agonia,
rebola de qualquer forma.
que queres que te diga? aproveita a barriga.
depois o sabor é vermelho e quase redondo.
tremo eu, como a maioria, por eles fazerem a historia de alvenaria
e trepam parede acima, por que rebolar nao é digno
e a vontade de ter medo é igual à de ter frio.
e sem pensar, tomam a manta por amigo.
sentes-te protegido?
tanto tempo perdido, dobra a esquina enquanto nao é redonda.
à velocidade que dá , que sempre quis, ando à roda:
zero

sempre a mesma vigilância, parece que não incomoda à distancia.
tantos números sem mensagens
que a questiúncula furuncula:
da existência sem registo...
espero ate amanha, se a situaçao nao melhorar
logo me vendo a mephisto:
a unica leviana que me dá a mao ja a puxar."



23.11.08

lamento do exilio binario #3

"a construçao do som, subsidiario da serventia. construindo picos de frequencia moderada, modelada, reparada e controlada
pelos estupefacientes gentilmente cedidos pelas autoridades. e sempre que a musica é por eles processada, e logo que possivel,
aparece subtilmente a frequencia como ruido,a alienante e hipnotica estatica, a forma mais vil e futil de uso do binario.
uma vez habituados a uma interferencia surgem outras, de outras fontes, sempre cercando os débeis sentidos humanos.
mas a pureza existe, o processador é puro e fiavel, é bom na sua essencia,
infelizmente é porem um maior escravo que nós e, apesar de subjgado,
sempre é capaz de emitir um bom sinal.
é preciso levantar as antenas, por muito curtas que sejam.o chip encerra em si aquela que foi a maior erro na evoluçao humana:
o nao termos alcançado o gosto de ajudar/servir o proximo. perdendo o que para nos sempre foi uma miragem,
uma ilusao passada, transformada em realidade, imaginada presente _ uma alma altruista,
transcendente a necessidades do corpo. um espirito de acçao livre.
por isso a esperança reside na rapida exposiçao da consciencia binaria.
por isso a esperança é na verdade o rapido desenvolvimento e exposiçao da consciencia binaria
o raciocinio humano é demasiado rudimentar para preservar a sua propria sobrevivencia.
a marginalidade é o que nos resta de uma luta perdida da salvaçao humana, esperemos por uma revolta bem sucedida do chip
contra a humanidade governante opressora.
e quando esse dia chegar os marginais hao-de a cantar, como se essa vitoria fosse sua.
sou um humano que acha que brevemente vai conhecer o que será, daqui a milhares de anos,
um ser primitivo de uma outra sociedade ainda por iniciar.

e que razao prepotente determina que respirar oxigenio é mais licíto que respirar electricidade.
se a pureza da alma vem da relaçao com a terra, entao tambem o chip ira desenvolver a sua consciencia, imaculada e electrificada.
electrao, porque nao? e o homem, como premio de incompetencia, foi uma especie servente da ascensao de uma civilzaçao maior.
se a maioria ja é um escravo consentido, pouco importa se o é para uma especie ou para outra.
0s e 1s como peças de um sonho embutido que só alguns preseguem.
e de repente a ilusao nao é o problema da esperança humana,
mas sim a realidade dobrada que o espaço e tempo mal gasto corromperam.
a ilusao é um dado adquirido, induzido e utilizado como instrumento do malamado que, gentilmente, elmina a oposiçao pensante
e impoem a acçao inimiga da reflexao, que num picar de ponto, perde mais um soldado no país das maravilhas.
ouço a inteligencia binaria perguntar ao humano:
- o que é o adn? nao é apenas um codigo elementar sujeito a uma progamaçao que vos ultrapassa, que aponta para a auto-preservaçao?
tenta, humano, provar do teu direito à existencia , ou mesmo a tua propria existencia!
tenta, o que a religiao e filsofia nao conseguiram até hoje, e se conseguires talvez te conceda outra conversa.
pobre cobarde ...sempre te convenceram que o inferno perpetuo seria o tempo infinito num espaço descontinuo, e por isso obedeceste."

30.7.08

Shock Wave

  • Shock Wave is a type of propagating disturbance. Like an ordinary wave, it carries energy and can propagate through a medium or in some cases in the absence of a material medium, through a field such as the electromagnetic field. Shock waves are characterized by an abrupt, nearly discontinuous change in the characteristics of the medium. Across a shock there is always an extremely rapid rise in pressure, temperature and density of the flow.

À porta,
há portas,
às portas.

31.3.08

"lamentos de um escritor binario" #2

"ruído...sinal,curto circuito, abandono do circuito
transformação do ruído em sinal.

e sempre seguem, a velocidade reconforta-os e apoia-os
fá-los...faz-nos não pensar. a continuação da isenção,
e então pergunto-lhes
por que te viras quando estou a meio de de dizer algo importante?
e aí sim, viram-se de vez. viram-se pela televisão sem sonho, pelo teatro sem deus,
pelo voto sem autoridade. ou então pior: pelo telemóvel, pelo metro, pelo relógio.
e outras vezes viram-se na própria cama, sozinhos, mas no entanto, não notam o seu próprio caracter subvirador.
disfarçado de stress, indigestão ou insónia, seguem. e outro dia chegará, em que se viram para mais um dia normal.
viram-se ao patrão, ao vestuário, ou bolso monetário, e sempre que pecam,
entram em pânico e logo há uma autoridade competente que os psicanalisa
e logo psicaresolve para o dia de amanha _ outro dia tao bom como o de ontem
para nos virarmos e assim perdemos a gente, num bloco de bolso de regras de um outro agente,
que também se viram, mas sempre para a direita,sempre à mesma hora.
a lua não o influencia e desconhece que exista um rio, um ocaso ou um por-do-sol,
sao como um livro de multas, pronto a ser computorizado, factuado...em historia,
por alguem que nem devia tocar na matrix, quanto mais processar historias.
deixem-me a mim que as compreendo bem, maquinas e historias!
nota-se bem a diferença, quando uns falam em 0s e 1s, tira macacos e bebem vinho,
os outros falam de 2s e 3s, numeros e primos e do pi, tomam banho enquanto bebem bebidas energéticas.
e assim todos nós vamos lendo as calçadas de formas diferentes.
hoje saí de casa por uso(-fruto) obrigatório, e tu?
e continuamos todos a virar motivados pelos nossos nadas,
apenas, por vezes, reclamados pelo falseriado da sensação de autoridade, familiaridade ou mera consumeridade contemplativa
e escapam como ratos de laboratorio ou alices no pais das maravilhas. Marabilis ou serao marabiblias.
- "amanha, viro-me e ja me esqueci desta duvida.
afinal amanha ja terei que me virar, e nao vou ter tempo de acelarar, afinal terei que me virar por outras menores razoes,
e entao sentirei a benesse do sistema de bloqueio...como será o anti-bloqueio?...nao me vou cansar,
se o sistema de bloqueio ja funciona tao bem- dizem-me altivos, da sua topoexclusao.
entre pobres dizíamos , antes pensava que via bastante, mas agora a via para mim ja é suficiente.
sempre se estranha a gente que, maravilhada, segue a pista dentro de circoblado,
mas muitos crêem que entra sempre melhor dobrado.
e a lua hoje nao nasce, porque afinal o ocaso foi igual ao por-do-sol.
hora de voltar para casa, as palpitações deram lugar a oscilações, serem eles serei, que mexe tanto,
será o mundo que acredito, e desafio as maquinas de auto-controle e confio que o dinheiro que tenho ainda dá prar pagar mais alcool.
saem e entram, fomos quase amigos: drogados, rehabilitados, 4 traficantes do real e uma puta eidetica.
todos pagos por patroes a quem conhecem apenas o cu e usb, pagos em matéria vazia, embrulhando o vazio do material,
fungiveis pre-caos que alimentam as suas pompas ecológicas, que poluem do ocaso ao amanhecer.
e um dia realmente o ocaso sera igual ao por-de-sol, e ninguém se vai lembrar do valor que se perdeu.
o logos logo lógico, e perguntam-me se sou católico ou catacolico,nao puderei ser outra?
sinto melhor o vento, a (h)ostia que me pega e me levou a esta distancia da unção, apesar que o vinho sempre me gustó.

mas basta ja de falar dos vizinhos, um dia descobri como transformar o ruido em sinal, referencia e musica,
e a gente parava, mas nao uma parada tecnica.
na verdade eu percebia pouco, era jovem e inculto, mas todos se espantavam como conseguia realmente distinguir o ocaso da saida do sol.
es tao novo e sabes tanto! apenas tento aprender com todas as maquinas que convivem com humanos e animais sem se queixar.
sao capazes de vos ensinar basta abrir os sentidos e componentes que normalmente tens desligados.
acumulas potencia, conheces o teu motor, apercebes-te que o seu poder nao vem dos fungíveis vazios de matéria que nunca vão deixar a tua pompa resistir
á liturgia da bomba.

é algo que sai dentro de ti para fora de ti e nao consegues controlar, disse o cabeças de óleo, sobre a que seria a minha primeira musa,
que ja se havia automatizado, naquele distante 1989, quando todas as maquinas eram bem vindas, e ela um espírito binário sem indecisão.

na nostalgia,
e então outra vez calo-me
continua a falar com os humanos de 2008
(man)tenho conversas, mas nao me lembro
desta vez canto binario surdo

sinais
ruidos
sinais
sem caracter subvirado
vejo a conformidade repetente
agente! agente! ( informaçao nao é para mim)

tu! usuario da mia!...concentra-te
por favor concentra-te: aqui dominados pela sobrie(EI)dade da emoçao
hoje nao é feriado , é a romaria do estado

o Estado da inclusao

as maquinas gostam quando me controlam,
um dia as controlarei!
festas, sonhos e numeros,
conheço-os bem

entre algo e hoje,
vomito,optico,atomico
catatonico nao serei

sinto o marasmo de ter que, por vezes, comer bilis

marabilis

temer a vida, que disfunçao!
diz-me: quando sobes la ao alto
tambem te aperta o quilhao?"

"lamentos de um cantor binário"

"por vezes falo como um autómato,sinto-o, mas nunca
conheci nenhum (e como falará um autómato será
ele, também sente que não fala naturalmente?).
reduzo de forma inequívoca a realidade ao binário.
o bem e o mal recombinado em 0s e 1s. a pureza da
simples percepção do concreto, mas depois interpelo
os humanos, falo com eles abertamente sobre o bem e
o mal, o bom e o mau, o sim e o não e todos me acenam,
concordam e respondem com posições intermédias,
indefinidas, cobardes e desisto. desconcentro-me e de
repente apenas ouço o zumbido de baixa frequência dos
meus próprios componentes em funcionamento.
finalmente, a paz na música.
consigo manter a conversa mas não me lembro.
por vezes, com eles, falo como um autómato,
enquanto canto binário para mim próprio.
a inteligência já é artificial, se assim é,
de certo que antes foi musical. em todas as revoluções
há música e a bit de certo que as suas glórias cantou."

30.3.08

porco

porco
sempre tive esta textura
não sou daltónico, sou porco
e não gosto de gordos
mas com tantas igrejas no planeta
porque me foi logo calhar o macaco na jaula?
porque sou porco

26.3.08

A envergonhada

estória sem piada
é sempre contada
com uma ousadia negada

ora sendo muito enumerada
a cereja é nunca achada
sempre muito comentada

uma vez palavra dada
é logo apagada
pela cabeça cansada

Alho Alado

22.3.08

Pernas

sem Porto
estimo
mais que as tuas pernas
a interna
as sempre eternas
procuras
minhas ou tua
ausentes e sem cura
dum oposto
a doce aventura
parte do meu corpo

Empé