25.9.09

a fome do preterito perfeito

Acreditava que tinha mudado,que me havia revisto e aumentado.

Mais uma operação, aparentemente tenho o joelho de lado.

Caminho manco, enquanto aprendo a pensar certo o que digo errado.

Problemas de comunicação na própria língua causa-nos alguma indignação,

mas por estar calado volto a ser culpado,

parece,

que afinal estava rotulado no meu preço

falador e bem educado.

Já chorar, faço-o desde o berço.mas quem me quer por chorar, há-de rir...

pois não é de ferida nem de dor,

o sorriso errado que viram no mostrador,

de mais um relógio igual aos primos encostados na montra.

Cujo tempo era óbvio,

mas essa afronta já a ontem remonta,

em que do amor vinha o ódio,

roubado se um tarifário que permite a um qualquer usurário

especular o meu comunicado:

ATENÇAO, ATENÇAO, aviso à população, não ofender nem perguntar o que se está a perder,

a atitude a tomar é calmamente ficar a olhar para o ar.

A eloquência da presidência, mandatava mas já pouco viva...

moribunda, depois fingia, afinal, é contigo que queria ficar

Acreditava que tinha mudado, talvez nunca o tenha feito,

vou eliminando o preconceito

é capaz de ter chegado a hora de ser honesto

insegurança e confiança não pesam na sua balança,

será realmente cega e surda?

A justiça, aqui não o é com certeza, mais uma vez não me vou conter,

vou exigir a factura de tal contabilidade, perder o livro,

saltar um numero de serie a sério.

mantem sempre as tuas ideias, é sempre o melhor que cada um tem”

se certas ou não, melhoram sempre a situação

explica-me qual a melhor profissão, que a de bem servir o patrão?!

Catering da emoção. Como abusar à refeição?

Tentei sempre, mas terei me esforçado.

A preguiça sempre foi o meu machado.

Burrice ou velhice, já me foi atestada

um convite para jantar, com um menu completo falhado.

A sopa já tem uma mosca, como eu então todo o tacho,

tem calma que eu prefiro rapar o que está por baixo.

A mosca é só mais um adereço, não altera o paladar mas aumenta o preço.

Cozinha moderna, a que nos dão, não sabe a nada e já não temos direito ao pão.

Que se procura além da verdade?

Justificar a vida por uma saudade, o que foi até pode voltar a ser,

basta mentir e de seguida agradecer.

Obrigado! A mim mesmo por me ter roubado, tanto fado e mar navegado

e o bife ainda vem mal passado.

De sangue todos gostam, no lençol do noivado ou no prato,

é sempre fácil de não lhe perder o rasto.

Ciume cão, loucura vaca, foi a grande e fatal ameaça,

mas havia ainda a febre pássara.

Podia ficar em casa a comer gelatina de sobremesa,

sentado na varanda a olhar para a Lua mesmo quando não estava acesa.

Mas nem assim o meu menu estaria completo,

sopa,bife, gelatina nada estava bom, com franqueza.

O costume ja não vem parar à mesa,

o cozinheiro estava aos beijos com a francesa.

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