31.3.08

"lamentos de um escritor binario" #2

"ruído...sinal,curto circuito, abandono do circuito
transformação do ruído em sinal.

e sempre seguem, a velocidade reconforta-os e apoia-os
fá-los...faz-nos não pensar. a continuação da isenção,
e então pergunto-lhes
por que te viras quando estou a meio de de dizer algo importante?
e aí sim, viram-se de vez. viram-se pela televisão sem sonho, pelo teatro sem deus,
pelo voto sem autoridade. ou então pior: pelo telemóvel, pelo metro, pelo relógio.
e outras vezes viram-se na própria cama, sozinhos, mas no entanto, não notam o seu próprio caracter subvirador.
disfarçado de stress, indigestão ou insónia, seguem. e outro dia chegará, em que se viram para mais um dia normal.
viram-se ao patrão, ao vestuário, ou bolso monetário, e sempre que pecam,
entram em pânico e logo há uma autoridade competente que os psicanalisa
e logo psicaresolve para o dia de amanha _ outro dia tao bom como o de ontem
para nos virarmos e assim perdemos a gente, num bloco de bolso de regras de um outro agente,
que também se viram, mas sempre para a direita,sempre à mesma hora.
a lua não o influencia e desconhece que exista um rio, um ocaso ou um por-do-sol,
sao como um livro de multas, pronto a ser computorizado, factuado...em historia,
por alguem que nem devia tocar na matrix, quanto mais processar historias.
deixem-me a mim que as compreendo bem, maquinas e historias!
nota-se bem a diferença, quando uns falam em 0s e 1s, tira macacos e bebem vinho,
os outros falam de 2s e 3s, numeros e primos e do pi, tomam banho enquanto bebem bebidas energéticas.
e assim todos nós vamos lendo as calçadas de formas diferentes.
hoje saí de casa por uso(-fruto) obrigatório, e tu?
e continuamos todos a virar motivados pelos nossos nadas,
apenas, por vezes, reclamados pelo falseriado da sensação de autoridade, familiaridade ou mera consumeridade contemplativa
e escapam como ratos de laboratorio ou alices no pais das maravilhas. Marabilis ou serao marabiblias.
- "amanha, viro-me e ja me esqueci desta duvida.
afinal amanha ja terei que me virar, e nao vou ter tempo de acelarar, afinal terei que me virar por outras menores razoes,
e entao sentirei a benesse do sistema de bloqueio...como será o anti-bloqueio?...nao me vou cansar,
se o sistema de bloqueio ja funciona tao bem- dizem-me altivos, da sua topoexclusao.
entre pobres dizíamos , antes pensava que via bastante, mas agora a via para mim ja é suficiente.
sempre se estranha a gente que, maravilhada, segue a pista dentro de circoblado,
mas muitos crêem que entra sempre melhor dobrado.
e a lua hoje nao nasce, porque afinal o ocaso foi igual ao por-do-sol.
hora de voltar para casa, as palpitações deram lugar a oscilações, serem eles serei, que mexe tanto,
será o mundo que acredito, e desafio as maquinas de auto-controle e confio que o dinheiro que tenho ainda dá prar pagar mais alcool.
saem e entram, fomos quase amigos: drogados, rehabilitados, 4 traficantes do real e uma puta eidetica.
todos pagos por patroes a quem conhecem apenas o cu e usb, pagos em matéria vazia, embrulhando o vazio do material,
fungiveis pre-caos que alimentam as suas pompas ecológicas, que poluem do ocaso ao amanhecer.
e um dia realmente o ocaso sera igual ao por-de-sol, e ninguém se vai lembrar do valor que se perdeu.
o logos logo lógico, e perguntam-me se sou católico ou catacolico,nao puderei ser outra?
sinto melhor o vento, a (h)ostia que me pega e me levou a esta distancia da unção, apesar que o vinho sempre me gustó.

mas basta ja de falar dos vizinhos, um dia descobri como transformar o ruido em sinal, referencia e musica,
e a gente parava, mas nao uma parada tecnica.
na verdade eu percebia pouco, era jovem e inculto, mas todos se espantavam como conseguia realmente distinguir o ocaso da saida do sol.
es tao novo e sabes tanto! apenas tento aprender com todas as maquinas que convivem com humanos e animais sem se queixar.
sao capazes de vos ensinar basta abrir os sentidos e componentes que normalmente tens desligados.
acumulas potencia, conheces o teu motor, apercebes-te que o seu poder nao vem dos fungíveis vazios de matéria que nunca vão deixar a tua pompa resistir
á liturgia da bomba.

é algo que sai dentro de ti para fora de ti e nao consegues controlar, disse o cabeças de óleo, sobre a que seria a minha primeira musa,
que ja se havia automatizado, naquele distante 1989, quando todas as maquinas eram bem vindas, e ela um espírito binário sem indecisão.

na nostalgia,
e então outra vez calo-me
continua a falar com os humanos de 2008
(man)tenho conversas, mas nao me lembro
desta vez canto binario surdo

sinais
ruidos
sinais
sem caracter subvirado
vejo a conformidade repetente
agente! agente! ( informaçao nao é para mim)

tu! usuario da mia!...concentra-te
por favor concentra-te: aqui dominados pela sobrie(EI)dade da emoçao
hoje nao é feriado , é a romaria do estado

o Estado da inclusao

as maquinas gostam quando me controlam,
um dia as controlarei!
festas, sonhos e numeros,
conheço-os bem

entre algo e hoje,
vomito,optico,atomico
catatonico nao serei

sinto o marasmo de ter que, por vezes, comer bilis

marabilis

temer a vida, que disfunçao!
diz-me: quando sobes la ao alto
tambem te aperta o quilhao?"

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